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Estamos preparados para a Inteligência Artificial e os desafios do novo modelo de mercado de trabalho?

Inteligência Artificial, Machine Learning e Robôs são os assuntos em pauta hoje em dia na área de tecnologia. Qual será o impacto nas organizações e no futuro dos profissionais?

Independente se a sua área de atuação é a tecnologia ou não, a Inteligência Artificial está cada vez mais próxima do nosso dia a dia e, caso ela ainda não tenha se tornado parte da sua rotina ou da sua empresa, ela com certeza vai achar uma oportunidade para isto.

“Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões através de mecanismos ou softwares.”

Muitas previsões foram feitas sobre as novas tecnologias e como elas poderiam transformar e revolucionar o mundo, especialmente por volta do ano 2020. Estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial, com o desenvolvimento da nanotecnologia, tecnologia de sensores, rede 5G e da IoT (Internet of Things). O assunto em pauta é Inteligência Artificial, que trará grande vantagem competitiva nos próximos cinco ou dez anos. E desta forma, o mercado precisa reagir as mudanças que acontecerão. Como será que as áreas estão se preparando para isto?

A área de gestão de pessoas já está sentindo diretamente estas mudanças e se preparando. Abaixo convidamos a Business Partner Pâmela Leite e a Coordenadora de Atração e Seleção da Meta, Sabrina Pimentel, para falar um pouco mais destes desafios.

A tendência é que o trabalho repetitivo, monótono, chato, desgastante e manual seja cada vez mais realizado por robôs, máquinas e ferramentas digitais, garantindo maior performance na execução e extração das informações. A tecnologia é nossa grande aliada e devemos saber utilizá-la da melhor forma, pois a medida que ela facilita os processos diários que antigamente nos consumiam muito tempo ‘perdido’, hoje, ganhamos para cuidar das pessoas, ou seja, acompanhar o desenvolvimento profissional dos colaboradores, traçar metas e objetivos de carreira, dar feedback, avaliar treinamentos e capacitações necessárias para fortalecer os conhecimentos, bem como, criar momentos de integração, convívio e acolhimento das equipes e apoiar os gestores na resolução dos desafios diários. O que quero dizer é que, deixamos de ser operacionais e começamos a ser estratégicos”, segundo Pâmela.

Para Sabrina, a Inteligência Artificial nada mais é do que a reprodução da inteligência humana de forma programada, ou seja, é uma ferramenta que tem como objetivo otimizar determinada tarefa. Por exemplo, no processo seletivo ela vem com o intuito de substituir o trabalho que é repetitivo e suscetível a erro, deixando espaço para as pessoas estarem mais próximas de pessoas, ou seja, fazerem o que sabem fazer de melhor.

O que quero dizer é que, por mais assertivas que as máquinas sejam, nada é capaz de substituir a criatividade, o sentimento, o bom senso e até a empatia, e são estes pontos que ainda caberão a nós, seres humanos, realizar.

 Os benefícios da inteligência artificial serão justamente a triagem de currículos, os filtros, a aplicação de testes e algumas análises de baixo nível, porém a curiosidade (fator indispensável para qualquer recrutador de sucesso) ainda será necessária, pois uma máquina não será capaz de pensar: “Ok, ele ficou 3 anos fora do mercado. O que será que ele fez durante esse período? Vou ligar para ele!” A máquina apenas conseguirá efetuar uma função “SE”, ou seja, se ele tem 5 anos de experiência em tal projeto, ele está pré-selecionado.

“Sei que muitos dizem que as máquinas irão roubar nossos empregos, mas a verdade é que o jeito de trabalhar está mudando e se insistirmos em fazer as coisas como sempre fizemos, com certeza as máquinas irão tomar nosso atual lugar, porque o papel das pessoas no futuro  não será mais arquivar folhas e filtrar currículos mas sim trazer humanidade para as empresas e para os processos, ‘pensar fora da caixa’”, complementa Sabrina.

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